Archive for the ‘Artigos de Opinião’ Category

A Problemática da Respiração Oral

Desta vez venho falar-vos da forma como respiramos!

A respiração é uma função sem a qual não sobrevivemos e que realizamos de uma forma inconsciente. Os humanos são primariamente respiradores nasais; repare-se que a criança, ao nascer, já respira pelo nariz, pois aqui o ar é filtrado, aquecido e humedecido, de forma a chegar aos pulmões em condições adequadas.

No entanto, devido a inúmeras causas que obstruem mecânica ou funcionalmente as vias aéreas, este padrão de respiração nasal é substituído pelo oral ou bucal. Situações como rinite, sinusite, hipertrofia de adenóides e/ou de tônsilas faríngeas e/ou palatinas, desvio do septo nasal, malformações nasais e alguns hábitos prejudiciais terão repercussões, se não forem tratados adequada e atempadamente. Note-se que estes distúrbios respiratórios são muito frequentes em crianças.

A respiração oral é um sintoma de que algo está mal e muitos autores descrevem-na mesmo como uma síndrome (conjunto de sinais e sintomas) – S.R.O. (Síndrome do Respirador Oral). Esta situação produz alterações faciais e corporais, afectando vários órgãos e sistemas. Claro que as alterações consequentes de uma respiração nasal vão depender da idade em que a pessoa adquiriu a obstrução nasal, da sua severidade e duração.

As pessoas com esta síndrome apresentam uma série de características comuns, tais como: face alongada, olheiras profundas, boca entreaberta, lábio superior curto e inferior evertido, maxilar inferior pequeno, palato profundo e estreito, incisivos superiores protruídos (“mais para a frente”), problemas dentários (mau posicionamento e relações dos dentes, maior propensão à cárie dentária), alterações na mastigação e na deglutição, alterações da postura (cabeça para a frente e ombros caídos, como forma de facilitar a entrada de ar pela boca), alterações oculares, capacidade pulmonar diminuída (menos oxigenação das células), hiponasalidade da voz, problemas na fala, diminuição do olfacto e do paladar, alterações do sono (sono fragmentado e agitado), dificuldades de concentração e aprendizagem, infecções frequentes, mau hálito, entre outras.

O tratamento deve ser iniciado quanto antes e deve ser levado a cabo por uma equipa de especialistas, nomeadamente: médicos (pediatras, otorrinolaringologistas, neurologistas), médicos dentistas (áreas de ortodontia e oclusão), terapeutas da fala, fisioterapeutas e psicólogos.

 

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À Descoberta dos Dentes

Se perguntarem a uma pessoa “Para que servem os dentes?” a primeira resposta imediata é que os dentes servem para mastigar. Mas logo de imediato, pode-se perguntar “Mas todos os dentes servem para mastigar?”.

Uma criança de 6 anos dizia-me: “Sabes o que os dentes da frente dizem para os de trás? – Toma lá. E os dentes de trás respondem: – Dá cá!”.

Nesta análise, a pequena criança já sabia que nem todos os dentes serviam para mastigar, uns dão aos outros para os outros mastigarem.

A mesma criança poderia dizer: “Olha, falta-te aqui um dente” ou “Este dente está preto”. Descobriu, então mais uma função dos dentes.

Estes contribuem para a estética da face. Se estão em falta, se estão presentes, se estão manchados, se são pequenos, se estão alinhados, ou ainda se a sua cor nos agrada.

Podem-nos caracterizar psicologicamente ou ter influencia em características psicológicas.

Imagine, Sr. leitor, se todos os dentes são grandes, claros e com formas elegantes, ou então se são pequenos, escuros, estão desgastados ou desalinhados. Qual a forma mais desejada? Claro que os dentes constituem uma forma de caracterizar a personalidade, assim como a estética facial de cada um de nós.

“Não gosto destes dentes, são muito grandes” ou “Não gosto de dentes pequenos”. Estas são as insatisfações mais frequentes que se ouvem nos consultórios dentários. Mas a mesma criança poderia dizer: “Axxim extão melhores”. Fala, como se diz na gíria comum, sopinha de massa.

Concluímos, que os dentes também têm uma função na fala, a língua coloca-se sobre os dentes ou entre estes para podermos falar. Altera negativamente a forma de prenunciar as palavras e consequentemente a escrita, uma vez que escrevemos como falamos. Assim, verificamos como os dentes “influenciam a nossa mão”.

Mas adiante, deixemos este assunto para uma outra ocasião!

Os dentes podem ainda servir como “arma” não só no ser Humano. Uma criança pode demonstrar a sua saudável agressividade através de uma mordida. Também podem servir como instrumento de trabalho. Por exemplo, uma costureira corta a linha com os seus dentes, para não falar de instrumentos de suporte de cachimbos e outros objectos.

Existem tribos em que os homens, através da exposição dos seus dentes em danças rituais, têm por objectivo atrair as possíveis parceiras sexuais. Daí que passem bastante tempo na tentativa de os branquear.

Mas há uma função muito importante, talvez a segunda mais importante, depois da mastigação. É a função de ranger os dentes durante a noite, ou mesmo durante o dia, como forma de alívio do stress ou da ansiedade. Pode acontecer no adulto, mas também se passa na criança.

A consequência mais significativamente visível é o desgaste prematuro dos dentes. Esta é uma função normal dos dentes e que atinge cerca de 30% da população. Com muita frequência, surgem dores nos músculos da mastigação, incluindo os que se inserem na cabeça. Estas dores são quase sempre confundidas, com cefaleias ou enxaquecas.

Por último, usamos os dentes para fazer força ao agarrar grandes pesos. Existem pessoas que o fazem constantemente, e esse hábito provoca grandes dores de cabeça e uma perda de qualidade de vida que, associado a um mau posicionamento dentário, provoca cerca de 80% de todas as dores de cabeça.

Já agora não aperte os seus dentes!

 

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“Mau Hálito” e Doença Periodontal

Com a esperança média de vida aumentada assiste-se, inevitavelmente, a um crescimento de cuidados em Medicina Oral.

Os Médicos Dentistas deparam-se frequentemente com pacientes que vivem incomodados com o seu próprio hálito. De facto, todas as pessoas, durante a sua vida, experimentam esta sensação (pelo menos ao acordar ou após ingestão de determinadas substâncias tais como alho ou cebola); alguns detectam-no, outros não. Halitose é o termo médico de “mau hálito” que designa um odor desagradável do ar exalado, seja ele persistente ou transitório.

Cabe ao Médico Dentista a responsabilidade primária no seu diagnóstico e a orientação do seu tratamento, já que este problema não deve ser menosprezado, pois implica repercussões sociais e afectivas.

Sabe-se que em 80 a 90% dos casos a causa é de origem bucal. Menos frequentemente, este sintoma pode ser indicador de outro tipo de problemas médicos, tais como: infecções do aparelho respiratório, doenças sistémicas (diabetes, refluxo gastro-esofágico, doença hepática ou renal) ou doenças psiquiátricas (halitofobia).

Entre as causas orais incluem-se: hálito fisiológico pela manhã, má higiene dentária ou de próteses dentárias, infecções locais da boca, doença periodontal, cáries ou abcessos, ulcerações orais e boca seca (por patologia das glândulas salivares ou devido a medicamentos).

De entre todas, destaca-se a doença periodontal, já que é uma das principais responsáveis; é vulgarmente conhecida por “piorreia” e é uma doença da cavidade oral que atinge os tecidos de suporte do dente (a gengiva, o osso e os ligamentos).

É principalmente causada pela placa bacteriana que se deposita entre o dente e a gengiva, mas entram outros factores em jogo: bactérias específicas, idade, tabaco, carências alimentares, diabetes, HIV, hereditariedade (transmissão de pais para filhos) e gravidez. É, em muitos casos, indolor, mas pode ser extremamente destrutiva. Apresenta como principais sintomas: mau hálito, sensibilidade, pús, hemorragia ou retracção da gengiva, alteração da posição dentária, mobilidade dentária e perda de dentes.

A doença periodontal constitui um ciclo vicioso com o “mau hálito”, pois o tipo de bactérias envolvidas nas duas patologias é semelhante (anaeróbias).

As mesmas bactérias que produzem compostos de odor desagradável são prejudiciais à gengiva e ao osso, agravando a doença periodontal.

 

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Dislexia

 

Uma doença ou um sintoma

 

 

 

Muito se tem ouvido falar sobre dislexia nestes últimos anos. “Parece que as crianças agora aparecem mais com estes sintomas.”

É uma doença orgânica ou psicológica, transmite-se de pais para filhos ou surgem casos isolados na família.

É disléxico aquele que troca as letras a escrever, que erra os cálculos ou que não consegue ler uma palavra. Ou ainda, lê mas lentamente, lê mas a soletrar, lê mas não entendeu o que leu. Um conjunto de situações poderão aparecer relacionadas e com outros diagnósticos possíveis.

A dislexia postural, diferindo da dislexia congénita, é um sintoma de uma deficiência do sistema proprioceptivo ou do 6º sentido, como alguns lhe gostam de chamar. Este sistema existe para nos dar uma relação do nosso corpo com o meio envolvente.

Podemos passar no vão de numa porta sem lhe tocar, subir e descer escadas sem pensar na posição dos pés, ver a que distância estão os objectos ou se estes se deslocam e em que posição, apanharmos uma bola no ar, etc. É um sistema que está sempre presente e está associado com o sistema tónico postural, o que contribui para o nosso equilíbrio e deslocamento.

Mas o que comanda este sistema? O coração sabemos bem o quê e como. Onde estão os pontos chaves do sistema? Onde estão os sensores como aqueles que regulam os batimentos cardíacos e a pressão arterial?

Falamos dos olhos, servem para ver, mas só? Uma vez cortado um músculo do olho a um peixe, ele passa a curvar-se sobre si próprio (segundo Baron).

Uma pessoa pode inclinar a cabeça para um dos lados e pensar que está direita, desenvolve uma escoliose por uma alteração no músculo dos olhos.

Falemos agora da boca. Um dente que esteja mais alto ou mal posicionado está a dar uma informação aos músculos para não receber muita força, pois pode partir. Essa alteração pode prejudicar o sistema postural por contracção dos músculos do pescoço.

Os músculos dos olhos podem sofrer variações de tonicidade, por via do sistema trigeminal, incluindo a informação vinda da articulação dos maxilares.

Uma respiração sobretudo pela boca, desloca a cabeça e ombros para a frente, prejudicando assim o sistema.

Falemos então dos pés, estão longe, mas lá chega informação da posição da cabeça e da posição da coluna. Vão-se adaptar às variações do corpo, e uma vez adaptados e deformados, irão eles próprios produzir alterações.

A correcção destes aspectos corrige o Síndrome de Deficiência Postural e a sintomatologia existente de cefaleias, dores musculares, desequilíbrios, vertigens, dislexia, défice de atenção e hiperactividade melhoram ou, em alguns casos, chegam mesmo a desaparecer.

Por evidência clínica, a correcção do défice postural foi testado e comprovado em milhares de crianças e adultos de vários países e verificou-se que os sintomas reduzem em cerca de 80%.

 

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Endodontia

• Quando é que se recomenda a desvitalização de um dente?
Existem três factores principais que recomendam esse tratamento:
1 – Se o tratamento de canais realizado anteriormente, foi ineficaz.
2 – Casos de inflamações irreversíveis ou necrose da polpa dentária
3 – Necessidade de maiores desgastes dentários para colocação de coroas.

• Que cuidados a ter depois de um tratamento de canal?
O cuidado principal a ter é restaurar o dente o mais rapidamente possível para evitar a fractura da coroa e a contaminação do canal por microrganismos da saliva.
Outro cuidado a ter em conta é fazer o controle clínico-radiográfico 6 meses após o tratamento e até ao desaparecimento da lesão.

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Dentisteria

• Quem tem há muitos anos os molares com amalgama mas que agora estão a ficar escuros, pode substituir por compósitos?
As restaurações com compósito têm vantagens em relação às restaurações em amálgama (mais conhecidas por “chumbos”). Têm uma estética muito superior e não pigmentam o dente.

• Que duração têm os compósitos?
Uma restauração em compósito bem executado dura 4 a 5 anos em média, havendo algumas que duram mais. Além disso têm a vantagem de poderem ser facilmente reparadas.
COROAS

• As coroas podem durar toda uma vida?
A duração média de uma coroa varia entre os 10 a 15 anos. ( io, igual ao estado inicial).

• Quando sorrimos consegue-se distinguir uma coroa de um dente natural?
Pode sorrir à vontade, pois uma coroa bem executada tecnicamente não se distingue de um dente natural.

• Quantas consultas são necessárias para a colocação da coroa?
Serão necessárias em média 4 consultas. Podem no entanto, em certos casos, ser necessários mais consultas.
PONTES

• As pontes podem durar toda a vida?
A duração média de uma ponte varia entre 10 a 15 anos, havendo no entanto casos que duram mais tempo.

• Quantas consultas são necessárias para a colocação da ponte?
Serão necessárias em média 4 consultas.
Podem no entanto, em certos casos, são necessárias mais consultas.

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