Oclusão e Implantologia
Saúde oral – 3ª dentição: Implantes orais imediatos,
Um novo método na substituição dos dentes
O ser Humano, ao contrário de algumas espécies, sempre que lhe cai um dente este não volta a nascer. O Homem desde os tempos mais primitivos sempre tentou substituir os dentes em falta, no entanto os materiais variaram ao longo dos séculos desde a madeira, o ouro e recentemente o titânio, para não falar de várias ligas, de forma a optimizar a resistência.
Na substituição de dentes na boca existem dois conceitos totalmente distintos. Um diz respeito à colocação de dentes fixos, em que o paciente não os pode retirar, e o outro em que os dentes substituídos deverão ser sempre removidos para lavar e dormir. O objectivo é o mesmo, os meios é que são diferentes.
Iremos focar o primeiro conceito, em que o ou os dentes perdidos são substituídos por dentes artificiais, chamados de próteses dentárias e que simulam os dentes naturais na sua forma, cor e função.
Quem já não ouviu falar nas pontes da boca, do pivot ou da coroa, de dentes em ouro ou “marfim”?
Recentemente, os implantes chegaram à medicina dentária de uma forma consistente e passaram a apresentar características de integração óssea e resistência, capazes de simular um dente natural. Foi uma verdadeira revolução no conceito de tratar a falta de dentes. A forma como os pacientes passaram a mastigar alterou significativamente e a sua qualidade de vida melhorou amplamente.
Hoje procura-se, através de estudos técnicos e científicos, que quando se extrai um dente se possa colocar um implante imediatamente no local extraído. As vantagens desta técnica são inúmeras e os riscos são menores em relação aos seus benefícios.
Já não faz sentido que para substituir um dente em falta, se tenha de unir esse dente aos seus vizinhos, que sofrem sempre algum traumatismo (como no caso da tal ponte de que se falava).
Embora a procura para os dentes fixos seja intensa por parte dos pacientes, é necessário elucidar bem a população que o melhor momento para a aplicação de um implante, é logo no momento da extracção do dente em causa. Não podemos falar em implantes estéticos, como muito se fala, sem levar em linha de conta esta realidade actual de colocar o implante na hora de retirar o dente.
Tudo se faz em termos de reabilitação, mas quanto mais tempo passa entre a extracção e a colocação do implante, mais complicado é imitar a natureza.
À medida que o tempo vai passando desde umas simples semanas até dezenas de anos, a necessidade de recorrer a cirurgia estética reconstrutiva é uma realidade e por vezes até bastante complexa.
As técnicas passam por autotransplante ósseo para o local do implante, enxerto ósseo de outra natureza e implante; diferido as diferentes etapas vários meses. Em situações mais extensas, devido à grande perda óssea, o paciente só poderá ter dentes fixos na boca, passado cerca de ano e meio.
Talvez num futuro próximo, à medida que se vão perdendo os dentes, os dentistas e especialmente a população e os nossos sistemas de saúde estejam preparados para proceder à substituição do dente assim que ele chegar ao fim da sua vida.
A realidade, e o que é normal, são as perdas dos dentes ao longo da vida, mas a implantologia, desde que bem planeada e elaborada, pode ser uma verdadeira 3ª dentição.
Quando se necessita de tratamento significa que pelo menos uma das estruturas constituintes da boca entrou em desequilíbrio, o que se pode manifestar através de dores ou alterações funcionais que necessitam de ser restabelecidas.
As dores são sobretudo localizadas na região lateral e frontal da cabeça (craniomialgias), dores na face ou dores reflexas de outras zonas.
As dores na região cervical devem-se à alteração da posição da cabeça, devido a prematuridades ou disfunções musculares.
As alterações funcionais, entre muitas delas, são: a mastigação unilateral, a deglutição com interposição da língua ou dos lábios entre os dentes em esforço e dormir com a face apoiada nas mãos ou com forte apoio da almofada sobre a face.


